Eu sou apenas uma arteríola que às vezes pulsa e você sente! Mas, ao lado desta, existem outras artérias calibrosas sem as quais ninguém sobrevive. Seu compromisso comigo é deixar-me pulsar somente. Se não houver nenhum coágulo que me obstrua vou disseminando o sopro de meu ar para dentro de ti. "Enquanto eu lhe der sabor com aquilo que escrevo, deixa-me existir". Quero ser um de seus sabores. Prazer e determinação eu deixo para seu trabalho! Visite o meu restaurante com sabores imaginários.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Ponto final
Decadência, cadência, confimação da evidência
Olha-se baixo, fuga alta demasiadamente longe
Gosto de fel, enxerga-se ao redor do real imaginado
O inútil verdadeiro é dito e escutado
Não existe perfeição no homem
Só os sentimentos não perecem
E as letras que escrevem
Envelhecem
Tom desmaiado, pele sem viço
Lento, e eterno compromisso
Vida, árvore sem folhas
O ocaso do sol, outono natural
Cicatrizes, dores e escolhas
Vão além das velas acesas
Das toalhas bordadas na mesa
Do cheiro do café
O altar de São José
Olhos molhados, cabelos brancos
Janela aberta ar fresco
Horizonte tardio, eis o ego
Que acredita no crú e no cego
Escuridão total
Sou eu e um ponto final.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário