terça-feira, 9 de agosto de 2011

Men...






Naquele dia vi o tempo passar
Meu temperamento inquieto suspirou
Olhei as minhas coisas e não as reconheci
Não sou aquilo que quis, mas quis aquilo que não sou

De repente, leio o jornal e está tudo igual
Sons arrependidos quando escutados
A inércia e a preguiça me apavoram
A interrogação é anormal?

Casca, carapaça, vestes bonitas, aparências...
O cruel verdadeiro quer por companheiro
Gosto amargo de minha boca
A feiura do relevante torna-se aceitável
Quero o feio, o amargo, o cruel, mas verdadeiro

Mande-me longe, corro, vou-me embora
Dissimulações comportamentais e outros que tais
Dou às costas nem viro para trás
Para o inferno, os senhores feudais

Não sou escrava, muito menos diva
Enojo-me das fitas
Pessoa feroz, indomável pensamento
Esta sou eu
Eis a minha boca sem veneno
É a mediocridade que condeno

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