quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Desprendimento





Nunca importou o tempo, nem a hora, nem o lugar.Tudo parece seletivamente fechado. O que está dentro não sai, o que está fora não entra. Simplesmente há um encontro, um esbarrão, eis os livros no chão. Meio sem jeito ela olha para ele profundamente, no entanto os olhares não se
cruzam. Cavalheiresca atitude, o faz abaixar diante dela. Pálida sem dizer uma palavra ela espera que o homem lhe devolva o que foi derrubado. Agora não são mais livros e sim olhares cruzados. São pensamentos infinitos desencontrados! Ora que coisa impossível pensa ela, ora que linda pensa ele. No entanto nem ele nem ela são de....sempre foram para a....E agora? Vão-se embora. Ela fica nele num ficar diferente muito inocente. Ele não fica nela. Nada fica nela...nela nada fica, depois de tanto desencontros, ela não é nada, nem vento, nem bruma, nem nada. Ela olha-o e sente-se calma pois ele e ela sabem que amar é o desprendimento do vazio completo.

Rosana Bonsi Theodoro Capotorto

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