Eu sou apenas uma arteríola que às vezes pulsa e você sente! Mas, ao lado desta, existem outras artérias calibrosas sem as quais ninguém sobrevive. Seu compromisso comigo é deixar-me pulsar somente. Se não houver nenhum coágulo que me obstrua vou disseminando o sopro de meu ar para dentro de ti. "Enquanto eu lhe der sabor com aquilo que escrevo, deixa-me existir". Quero ser um de seus sabores. Prazer e determinação eu deixo para seu trabalho! Visite o meu restaurante com sabores imaginários.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Sem noção
Não sei se perdi a mão ou a noção
O perder também faz parte, mas
Para que serve a arte?
Linhas amarradas ou assimétricas
Plásticas letras de sons arranjados
Desenhos, marcas antiestéticas
Dedos doloridos escravizados
Denúncia pública de modos mudos
Escorreita pressa de minha clausura
Corre-corres de cores afinal
Palavras ao vento etc... e tal
Voei o mundo vi fronteiras
Escada vazia e casa com goteiras
Entrelacei línguas sem palavras
É nas entrelinhas que se escondem as falas
Desvalido e desenganado meu devaneio
Um tiro fatal em um sonho tudo pelo meio
Desculpe-me pelo abuso, volto a lhe rogar
Deus pode me ajudar?
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