Eu sou apenas uma arteríola que às vezes pulsa e você sente! Mas, ao lado desta, existem outras artérias calibrosas sem as quais ninguém sobrevive. Seu compromisso comigo é deixar-me pulsar somente. Se não houver nenhum coágulo que me obstrua vou disseminando o sopro de meu ar para dentro de ti. "Enquanto eu lhe der sabor com aquilo que escrevo, deixa-me existir". Quero ser um de seus sabores. Prazer e determinação eu deixo para seu trabalho! Visite o meu restaurante com sabores imaginários.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O tempo e a vela
Aquele dia viu a fonte
Sopro do ar levemente atrevido
Passa pelo lábio emudecido
Açodamento vai e vem de alguém
Pressa repentina de um correr vazio
O vento sopra para dentro
Em vendaval sopra o meu sopro
E vivo
Cheia de ar, portanto é nada
Respiro fundo sorvo o mundo
Trago comigo a miséria ardente
De um peito cheio de repente
E morro
Desafiando a natureza
Olhos que sentem um coração que pulsa
A morte de um viver sombrio
É como o vento e uma vela
Soprando fortemente o pavio se apaga
Levemente a chama se propaga
Cheiro cinza de pavio apagado
Era a vela
Visão da lágrima esculpida
Meia vida
Vela derretida
Faço par com o ar
Cultivei o ardor de uma chama
Fui luz para o vento soprar
O único a me abraçar
E finalmente me apagar
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