Eu não escrevo, arranho
Garras de águia procurando a presa
Alço voo num deslise do tempo
Verdadeiramente vermelho
Sinto o gosto amargo das palavras
O tom das sílabas
A versão das conversas
Dilaceram minhas víceras
O momento do momento
O segundo passado
O que trouxe de volta
O relógio do entendimento
Há hora boba
Que a gente fica à toa
O sino toca
A gente ouve
Não dá bola
Fica lá..... fora
Momentos perdidos
Sentidos achados
Imensidão profunda
Odores com espinhos
Imensidão total
Uma valsa ao fundo
Redemoinho no quintal
Roupas brancas no varal
Um final sem-fim
Um sim sem-não
Amar com coração
O bom sem-ruim
É um querer sem-mim
5 comentários:
gosto mto da tua escrita. Tuas palavras atravessam o olhar carregadas de vida...
A Rosana dá vida às palavras
Sentimento ardente que não mente
Imaginação sempre presente
Finalmente, distribuída apropriadamente.
Nunca mais vc escreveu... Volta! Volta! Volta!
Solidário com vc. Daqui transmito energias positivas, com o desejo de q tdo se resolva na mais absoluta paz...
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