Não quero nada, pedir jamais, exigências mínimas
A vida leva tudo, constrói e lhe destrói por dento e por fora
Desmorona os muros, desbarranca os morros, ameaça ventanias
Destelha casas, desarruma os cabelos, areja as consciências
Consciência do nada ser, no nada compreender, apenas um instante
Minutos inflados e sôfregos pelos olhares dos desvalidos inertes
Tertúlias abrasivas em gestos rápidos e inocentes
Ninguém acontece num espanto de dádivas, loucos palhaços.
Vida crua, determinada, certeira, totalmente intolerante
Ingratidão que encarcera me dilacera revoltante e bravio
Acendo lâmpadas no escuro, mas enxergo somente um pavio
Lágrimas não rolam, meu peito dói
Suave consolo são os meus olhos que ainda enxergam
A minha boca não mente
As minhas mãos trabalham
Atônita eu fico, vendo
Tanta falta de sentimento
Minha alma deixa-me um instante
Torno-me totalmente mortal
Sem proteção divina
Absolutamnte vazia, solidão profunda
Marco-me com um grillhão em brasa
Tolera-me
Tolero-me
1 comentários:
Oi Rosana, tudo bem?
Terminei de ler seu blog. Achi muito legal. Mas parece que o seu tempo para escrever é complicado, né?
Amei os textos. E fiquei feliz em ver que passou a seguir o meu blog. Posso saber como você me descobriu?
Um abraço.hemisto
Postar um comentário